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Gás deve ficar mais caro para Brasil e Argentina nesta semana

A lei boliviana aprovada no ano passado eleva os impostos e royalties sobre a produção de petróleo e gás para 50% e, pelo menos no papel, torna o Estado o único proprietário da produção.

La Paz - O novo governo esquerdista da Bolívia espera elevar esta semana o preço do gás natural para o Brasil e a Argentina, dois de seus clientes-chave. O governo também espera renegociar nos próximos seis meses seus contratos com multinacionais que controlam a produção de gás, disse Jorge Alvarado, presidente da estatal Yacimientos Petroleros Fiscales de Bolívia (YPFB)

Alvarado é o responsável pela fixação dos novos preços do gás com Brasil e Argentina, que atualmente pagam entre US$ 3,18 e US$ 3,25 por mil pés cúbicos do produto boliviano. Atualmente, os preços no mercado dos EUA são quase o triplo disto, segundo o Departamento de Energia dos EUA.

"Estamos trabalhando na questão dos preços", disse Alvarado. "Até o fim da semana teremos o valor definido, pelo menos no que diz respeito aos contratos com Argentina e Brasil", acrescentou.

Lucros
Evo Morales, que assumiu recentemente a presidência da Bolívia, prometeu obter mais lucros com as reservas de gás natural do país - que são a segunda maior da América do Sul depois das da Venezuela. Morales quer revitalizar a estatal de petróleo, que perdeu a maior parte de seu poder financeiro depois que a Bolívia privatizou a produção de gás em meados dos anos 90. A companhia atualmente tem sobretudo operações burocráticas.

Estima-se que o governo vá precisar de pelo menos US$ 600 milhões para tornar a YPFB viável. Falta, no entanto, uma fonte clara para os recursos. O governo também espera que a YPFB possa expandir o acesso dos bolivianos ao gás, já que poucos dispõem de serviço de gás em casa ou nos escritórios.

A China está prometendo US$ 60 milhões e o Canadá mais US$ 50 milhões em créditos para ajudar a expandir o serviço, disse Alvarado, segundo a agência de notícias do governo ABI.

Os maiores operadores das reservas provadas e potenciais da Bolívia incluem a Petrobras, os britânicos BG Group e BP, a francesa Total, a espanhola Repsol YPF e a norte-americana Exxon Mobil.

Dureza
A nomeação de Andres Soliz, marxista crítico do livre mercado, para o Ministério dos Hidrocarbonetos, sinalizou que o governo deverá ser duro nas negociações com as empresas. Alvarado disse que o governo deve encerrar as negociações para o contrato com as companhias estrangeiras dentro de seis meses.

A lei boliviana aprovada no ano passado eleva os impostos e royalties sobre a produção de petróleo e gás para 50% e, pelo menos no papel, torna o Estado o único proprietário da produção. As informações são da agência Dow Jones.

Fonte:
estadao.com.br

Posted in 35 comentários | ler mais

Enviado por eduardo em Qui, 02/02/2006 - 19:06.

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